Ninguém avisou. Às 21h40 as luzes caíram e o deck virou palco.
A primeira intervenção do Movimento Chapada não teve anúncio, cartaz nem horário divulgado. A ideia era simples: interromper a noite sem pedir licença.
Dois performers entraram pela lateral do deck, um com aro de luz, outro com figurino em LED. A trilha era a de sempre, água, vento, fauna, só mais alta.
Luz. Movimento. Cena. Nessa ordem, e sem aviso.
O público fez o que costuma fazer quando não sabe se pode: parou de conversar. Doze minutos depois, aplaudiu de pé.
A partir daí a regra ficou clara. As intervenções não entram na agenda. Elas acontecem.
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